Sexta-feira, 6 de Abril de 2007
O Cavaleiro da Dinamarca
A Dinamarca fica no norte da Europa, lá morava um cavaleiro muito aventureiro. Perto da sua casa estava a árvore mais alta da floresta. No natal havia grande movimento em casa do cavaleiro. Juntava-se a família e os criados da casa. Na noite de natal havia narração de histórias e havia muita alegria na casa até que o cavaleiro disse que ia partir para Jerusalém e só voltava a estar em casa passado dois anos para passar o natal, pois ia ir de peregrinação a terra santa.
Dirigiu-se para o porto de Jafa onde chegou antes do natal. Daí seguiu para Jerusalém onde rezou em lugares sagrados. No dia de natal dirigiu-se á gruta de Belém, onde rezou toda a noite para que o protegessem na viagem de regresso.
O cavaleiro esteve na Palestina durante dois meses. No fim de Fevereiro despediu-se de Jerusalém e partiu para o porto de Jafa com outros peregrinos. Entre eles havia um mercador de Veneza com quem ele travara grande amizade. Devido ao mau tempo foram obrigados a esperar até Março quando acabaram por embarcar, estava mau tempo, porém passados cinco dias tudo acalmou. O navio estava em muitas más condições e não pode seguir viagem acabando por parar em Ravena. O cavaleiro admirava Ravena. O seu amigo perguntara-lhe se ele queria ir por Veneza com ele, e o cavaleiro aceitou. Em Veneza ficou hospedado no palácio do seu companheiro de viagem. O cavaleiro entusiasmado quis saber mais e ao perguntar quem morava logo ao lado ouviu a história de um amor proibido entre Vanina e um marinheiro.
Logo passado algum tempo o cavaleiro seguiu viagem em direcção a Florença, passando por Ferrara e Bolonha.  
No princípio de Maio chegou a Florença. Chegando ao seu destino começou a procurar o barqueiro que o mercador lhe recomendara acabando por ficar em casa dele hospedado. Em casa do mercador o cavaleiro perguntou quem era Giotto, e logo obteve resposta que Giotto era discípulo de Cimabué (o primeiro pintor de Florença).     
O cavaleiro finalmente partiu de Florença viajando para o porto de Génova, mas quase a chegar adoeceu. Cheio de febre acabou por bater á porta de um convento, onde os frades o ajudaram fizeram o melhor que puderam mas só passado mês e meio pôde seguir viagem.
Seguiu viagem por terra até Flandres em direcção a Antuérpia onde tentou encontrar o negociante flamengo. Este depois da sua estadia propôs-lhe para o ajudar nos negócios, mas este negou-lho e informou-o que continuaria a viagem por terra. De noite ficava em estalagens. Até que chegou na antevéspera de natal a uma povoação perto da floresta, onde ficou instalado. Na madrugada seguinte o peregrino partiu, pois tinha de chegar antes de meia-noite à sua casa.
A neve acabou por tapar os caminhos e apenas se pode guiar pela marca dos trenós, acabando por chegar à aldeia dos lenhadores onde lhe ofereceram de que se alimentar. Eles disseram que não podia seguir caminho pois estava a nevar e logo os tranquilizou dizendo que conhecia os atalhos da floresta. Seguiu caminho quando a noite caiu ele quase que não via nada. Ele sabia guiar-se pelo rio mas não o ouvia, ainda pensou em virar para trás, ainda mais assustado ficou quando lhe apareceram uns lobos e um urso que se atirou para a frente do cavalo. E o cavaleiro disse:”hoje é noite de natal, as feras não atacam”. E desapareceram, de repente, o cavalo parou foi então que aí que o cavaleiro rezou a oração dos anjos. Foi então que começou a ver ao longe uma pequena claridade, logo se lembrou que devia ser um lenhador e junto dele podia esperar o amanhecer para regressar a casa.
O cavaleiro pensou ser uma fogueira, mas quando chegou mais perto viu que era a arvore mais alta da floresta que estava ao lado da sua casa que os anjos tinham iluminado com estrelas                                              


publicado por bobone1 às 18:31
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